Corre um carro velho de palavras soltas acessórios tremulando tintura flamejante.
Num bonde de desejo pela tarde vermelha uma aventura épica por um diálogo sacro.
Retendo gases e líquidos queimando a angústia lavando o asfalto.
Marcas do rompimento estufando o peito aderindo à curva.

3 comments
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3 Novembro 2008 Ã s 10:45 pm
henrique bastos
Saiu do soneto! Foi acidental? Sabe oque me pareceu na terceira leitura? Me pareceu uma propaganda de carro…rs
Abraços Vermelhos
4 Novembro 2008 Ã s 6:15 am
r4f4
Tudo é acidental por aqui… a própria existência e tal… O poema ainda está na forma dos anteriores, mas eu retirei as quebras de linha, trabalhei a horizontalidade pertinente aos carros…
4 Novembro 2008 Ã s 6:16 am
r4f4
Sem dúvida tem influência dos anúncios e de uma revista de carros que li no cabeleleiro… kkkk