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Como pede passagem
desce do tamanco
em tropeços cavalares
de ameba invisível.
Numa trepidante
ladeira de jumento
as patas e cascos
nos paralelepípedos.
Bode cumé
sai de salsicha
corre bilú.
Fuinha fucinho
tome tamanduá
senta senhora.
Num caminho de sedas
singindo em pormenores
no elevar extasiado véu
pelugem acariciando.
Embevecido de torpor
no regimento contido
seivas subliminares
pelos canais fluindo.
Transitando vêemente
duvidando os choques
em contatos voadores.
Em fiel intimação
de deveres carnais
uma sede ao pote.
Por não mais haver
um foi sendo breve
descontinuado só
carne esquecida.
Quebrado lâmina
em raspa feroz
ardendo chamas
sem dó só dor.
Com calma de mosaico
em paciência de riacho
realinhando os tecidos.
As costas desajustadas
sublimando em cores
por um novo dedão.
Como um pensamento comum
compartilhado com muitos
simultaneamente em som
Enquanto caía pelo ar
sentenças eram promovidas
transitavam em tempo verbal
se esticava em flutuação.
Cacos de imagens remotas
colagens de abstração
involuntários espasmos
atravessando a queda.
A conclusão seria triunfal
com louros e morenas
geladas e salgados.
Cheia de sonoridades
repleta de brilhos
odores exóticos.

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