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Num chiclete engomado
cruzando saliva a dentro
anfetaminas e pó serra
quebranto do acalanto.
Depois de dezenas
desgastado delito
pelas cócegas caras.
Nos conformes da resma
um suporte corre lesma
desenfreada sensação.
Pelos infortúnios
da aurora celeste
escárnios frescos
assobiando em si.
Caminhou na beira do corte
navalha em punhos
descabelou gemendo….
Sim, não era pra menos
pois que assim nada é
e mudou as gaiolas de
jaulas indecisas por tal.
Frenética sensação no
ouvido polindo festim
descarregou temerosa
observando a breve.
Resposta magnética
soma de pregos por
uma queda de machado.
Respirou ar gelado
num suspiro trivial
reacendendo os olhos.
Na petrificação do ato
no oposto do espelho
no furto seletivo sim
repetindo a aventura.
Nos ventos mortos
do caixão profundo
pelas costelas marca
o restante dos trocos.
A bengala de osso
o pronome em prata
a singela putrefação.
Numa vara curta
pelas contrações
involuntárias pois
que do acaso foi.
Esperando a malícia
na forma retida assim
abandonando as travas
seguindo pelos novos.
Se despediu do chão
se despediu da planta
se despediu da janela.
Se despediu do quarto
se despediu da porta
se despediu da casa.
Numa incontinência verbal
se desmoronou descabido
esparramado em troços de chão
onde conheceu a então, matadora.
Nunca duvidou de exclamações
mas das vírgulas não tinha medo
nem um só ponto de dúvida
que evocasse interrogações.
Porém numa análise gramatical
se escondeu por uma sentença
que lhe arrancou a semântica
interferindo então a vírgula.
Num golpe de ciúmes
arrancando-lhe as vogais
o deixou ao chão estribuchando
revelado só em consoantes…
No corrimão de lâminas
descendo escada farpada
agudos dilacerantes vis
corrupção das membranas.
Poros inpregnados
saliva acidulando
peste encalçada
parede de pregos.
Sem olhar pra traz
em retiros sem fé
cabeça raspando
concreto ríspido.
Como a própria cauda
em círculos metalizados
raios de esfusiante volta
caçando o piolho da ida.
Como o palheiro indignado
resposta do fazedor de caos
da ponta afiada a laser digital
agulha da fibra do neanderthal.
Essas viradas rudes
esses fonemas bruscos
sulcos revirados de tipos.
Essa dobração sem limites
vincos da escuridão supérflua
esses desejos soltos sem condição.
Imprensa palavra em prensa letra
palavra presa pressa palavra
pensa pra lava preço leite
pra larva imprensa pra essa caixa.
Parando essa pré-lavada
repousa peça dessa privada
pede respaldo pra esse
lousa a beça vexa imantada.
Patavinas voraz revi
pedindo seiva tupy
descolóquio verbal.
Noutrora impávido
molhou sacudi
sobrou tio Aderbal.
Cumé qui era memo?
penso cum seus óio
incima du bananal
vendu as foia caida.
Era du baum memo
penso em guardar
no borso pra num
perde di jeitu ninhum.
Coisa boa assim
é difiçu dincontra
nun é qualqué hora.
Mió memo é oiá
bem direitinhu
pra num perde as memória.
Desce bem com sopa
uma ervilha entalando
num sopapo de mochila
desmascarando o patife.
No espírito da velha escola
anotações secretas de fasão
no barão do tijolo estúpido
reluzente raposa no brasão.
Caminhando pela prancha
refugiado em pentagramas
na sabedoria do ser alheio.
Pela escócia das malvinas
a pessoa do sentinela cego
senti em mim algo belo.
Da lufada instantânea
um sopro atingindo
em vias de duvidar
pois incrementa.
Num sambalanço
caráter monumental
pedindo a seiva bruta
com limão e gás no gelo.
Coquetel à sossego
queimando mucos
de retirada breve.
Desestruturando
como em invadir
pelos canais bons.
Num ping pong
pelo desce e vai
encima de mim
outro problema.
Como contorce
e pede e deixa
descer de novo
pela curva só.
Quão raro será
o fim do inédito
pelo mais do mesmo.
Enfim dormirá
na culpa esquisita
do esquecer sempre.
Numa pedra a esmo
escutando Caetano
mãos como queixo
de cotovelos em si.
Sob o sol espiralado
um redemoinho em
dúvida existencial
do tipo quebrado.
Dentes rangendo
secos golpes
vista cansada.
Cascos batendo
zunido agudo
uma idéia.
De ternura acimentada
na rispidez do cão
por uma pernada
de morto-vivo.
Agarrado de semelhanças
encrespando os respaldos
na barriga do ronaldo
uma urtiga de pelicano.
Com três mais-ou-menos
algo que não se quer saber
por aí vai e as vezes não.
De barba mal feita
esperando o cactus
na fileira barroca.
Como pede passagem
desce do tamanco
em tropeços cavalares
de ameba invisível.
Numa trepidante
ladeira de jumento
as patas e cascos
nos paralelepípedos.
Bode cumé
sai de salsicha
corre bilú.
Fuinha fucinho
tome tamanduá
senta senhora.
O parágrafo arrepia
olhos escancarados
temporariamente
sou verbalizado.
Nomes afugentados
percorrem a espinha
geladas pontuações
sistematizando forma.
Numa liberdade
assistida de longe
por retinas rígidas.
Na febre da jaula
o teor do metal
do encadeamento.
Num corte seco
abrindo aspas
por entragens
enfim de si.
No arbusto
crescido só
força de galho
pra estilingue.
A goiabeira rala
a cerca e arame
o canivete cego.
A lembrança
os arbustos
a fazenda.
Tomando banho de poça
catequizando os olhares
saltos místicos em ritmo
de cadência inquisitiva.
No azedo do encadear
em espreita sensorial
paciência fluvial leve
nos confeitos do sim.
Úmida atividade
reativa biótica
impregnadamente.
Redomas em formação
recanto de conserva
pelo fim da ação.
Por não mais haver
um foi sendo breve
descontinuado só
carne esquecida.
Quebrado lâmina
em raspa feroz
ardendo chamas
sem dó só dor.
Com calma de mosaico
em paciência de riacho
realinhando os tecidos.
As costas desajustadas
sublimando em cores
por um novo dedão.

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