You are currently browsing the tag archive for the 'Abstrato' tag.

Sem escárnios ou arrependimentos
confia em seu taco tranquilo segue
joga ao vento escancarando mesmo
e se dilue em beijos e afagos trocando.

Estanca sem dor e arremete a prosa
comanda e se esbalda afim de sabor
relaxa e usa seu dom de acontecer
e tendo a rédea paira sobre o ser.

Cafungando em vãos nobres
de orgulhos posteriores
pela febre da imantação.

Recôncavo em saliência
pedindo mais vontade
e deixando perecer.

Um vazio cuspido
nos dentes do período
ventando harmonizado
tagueando seu caminho.

Quicando por dedos
anexado aos ganchos
rodando em ordens
sistemas medidos.

Terço de bobagem
esparramando bordas
compulsivamente em ato.

Transplantando a seco
quente vácuo instantãneo
dissecado em conclusão.

Medindo os passos
numa ida paraiso
assobiando roxo
descartei o monte.

Contorno o jeito
amarro o bode
dando ases aos
que esperam o duque.

Num comichão coçadinha
respeito o dilúvio possível
aguardando com a palha.

Amarrado no assoalho
a prova de tudo espero
pelos acasos indomáveis.

Refugiou-se num nó
cego e consumido
comunicava-se
por reticências.

Numa exclamação
camuflava a dúvida
perdendo o ponto
seguia pela fuga.

Pediu clemência
a dotados graves
confundindo seu ego.

Se cobriu de pó
acompanhada do
resto do seu tempo.

Proteção categórica
enlameado gentileza
palavrão monumento
gesto escalafobético.

Senegalês esquálido
tratamento marginal
peste constitucional
morte estatística.

E a figura pasma vidrada numa laje em mármore.
Rasgos metálicos enobreceram a permuta.

Por misérias em latim
e circos em portunhol
assassinatos em html
fugas em libertinagem.

Cascando o bico
no trobone fosco
entonando carma
pela subida quieta.

Graúdo do estetoscópio
peixinho vagando escuro
semente em riacho torto.

Sentindo como absurdos
persegue a clareza íntima
no assobio do vento afoito.

Num berçário de sons
por grunhidos e cascas
entremeando perninhas
gravetos em manifestança.

No grandioso da gema
plurais despendiosos
em contenções ínfimas
encorpando aos poucos.

No glacê de papas
entrevisto de oleoso
boca pro desconhecido.

Desprovido total
esperando cego
calmaria mortal.

Sim, não era pra menos
pois que assim nada é
e mudou as gaiolas de
jaulas indecisas por tal.

Frenética sensação no
ouvido polindo festim
descarregou temerosa
observando a breve.

Resposta magnética
soma de pregos por
uma queda de machado.

Respirou ar gelado
num suspiro trivial
reacendendo os olhos.

Transbordando infusões
impávido pavimentado
no colo do colosso
pedindo mais e mais.

Pelas catástrofes
globais sacodes
no borbulhar
da chama seca.

Fervilha em lata
pedindo molho
assando a selva.

Comete o ralo
espuma o gosto
pelo desaprovado.

Pelas horas jogadas a fio
nos intrépidos horários
afim do nada em cheio
a fundo na superfície.

Tal Josefa Joventina.

Pelas entranhas d’alma
paranóia dos tempos
cadeiras da promessa
incendiadas pessoais.

Pela pereba divina.

Querem ver sangue
o interno ao avesso
membros derretendo
em considerações.

Gotejando em chamas
perfurando lentamente
invadindo a mente
calejando os tubos.

Lembra desse presente
como um futuro melhor
vive esse passado sempre.

Arranca seus trapos
corre pro fundo
deixa o tempo.

Como uma formiga em reabilitação
por sobre ataduras introspectivas
em vias de se tornar lembrança
repudiando o resto da papinha.

Como um suspiro final
interferido de vendas
pelos acasos do sim
ele morreu afinal.

Num salto quântico
tecendo conexôes
em voraz subida
pelos ecos do mundo.

Pedindo paixão assim
tecendo vontades idas
no futuro tangido pois
que acendeu a chama.

Desconversou os sentidos
convencendo algarismos
que inssistem teimosos.

No pleno vapor sendo
resquício de surto
expondo cacos.

Num caminho de sedas
singindo em pormenores
no elevar extasiado véu
pelugem acariciando.

Embevecido de torpor
no regimento contido
seivas subliminares
pelos canais fluindo.

Transitando vêemente
duvidando os choques
em contatos voadores.

Em fiel intimação
de deveres carnais
uma sede ao pote.

Do inestimável dos atos internos
em transitando pelo possível ser
como que realiza a favor do todo.

Inconfundível valor supremo
da vontade que respira em si
elevando o espírito do gesto.

Prazer estático em cores
construção de conexões
invariável acerto enfim.

Em flamejantes texturas
encargos de preservação
brotando no sólido frio
resquícios de contexto.

Dentre cordas flutuando
os acordes dissonantes
convenções apocalípticas
encontros descabidos.

Um arremate de contrato
pelo couro das fivelas
caindo em subversão.

Como que facilitando
travado em pensamento
pela defenestração.

Súbito esvoaçar das narinas
pelo pescoço em caldo frio
escorre cativando as juntas
ocupando o domínio sádico.

Opulenta sensação envelhecida
de um escárnio em disparada
pelas planícies do indissolúvel
na risada sarcástica do mendigo.

Breve estender das fadigas
caminhar ralentado ao abismo
destino comum do fluxo.

Chicletes de banana maçã
sopa de casca de verdura
tédio encravado na unha.

Tropeçou no estrábico
diluiu fútil inebriante
calmamente encantou
misturou-se à quina.

Regurgitou um elogio
assumiu o cadáver
progrediu ediondo
teceu a máquina.

Tremeu saturado
exposto em refluxo
deixou o fuxico.

Pintou as marcas
assinou o vento
caiu da coluna.

Estrupiando os dentes
desembocando rio
fagulhas de caldo
esfolando o gole.

Na briga do pano
lugar ausente só
esparramado cru
de estupenda queda.

Tentáculos úmidos
troca de persona
rito cáustico.

Pedidos de socorro
ternura exemplar
céu arranhado.

Do inalcançável alienado
certa dúvida implacável
na quina do fio aberto
em levada de navalha

A situação estica ácida
dez atiram cortando
idéias escorregando
um poema e sete descasos

ratos e esparadrapos
frangalhos e soluços
escravo ou mordaça

embrião da saudade
calamidade rústica
entorpecendo os modos