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Cai bem em cima
quebrando o pau
desajeitando um
escreve pra dois.

Entrega de manchete
estanca o machado
se converte.

Absorvendo as meias
esfrega os contentes
desfiando as malhas
de fios correntes.

Urubu remetendo dor
duas penas em queda
dura quebra.

Mundo desnuda-se
em termos adesivos
corriqueiro corrosivo
no embriagado tempo.

Desleal do sentido
que comete rasgos
atraz das sombras
e da cortina barroca.

Uma prévia infeliz
um calabouço de
letras impressas.

Uma sentença
descabelando
em louros.

Ps. Voando entropia.

Da lufada instantânea
um sopro atingindo
em vias de duvidar
pois incrementa.

Num sambalanço
caráter monumental
pedindo a seiva bruta
com limão e gás no gelo.

Coquetel à sossego
queimando mucos
de retirada breve.

Desestruturando
como em invadir
pelos canais bons.

Bem no meio de uma farça
um estrago entusiasmadorompido de ações puristas
comunicando três misérias.

O estrago toma forma de afago
roçando calor na nuca sensível
desafia a orelha em palavrinhas
silenciosamente o estrago foge.

Em condição de matéria o ato
percorre em saber atemporal
partículas de vontade beiram.

Num estrado de madeira a saudade
relegada a uma porção de velhinhos
eles jogam para advinhar belezas.

Como um cargo intensional
uma função subjuntiva
um verbo opressivo
uma conjunção aural.

Como tudo com cebola
como a perna do quiabo
a saliva do desquitado
a pá no pé da cova.

Como o álibe do sermão
lagrimas derrama o chão
e rachaduras no colchão.

Pelos saberes de papel
que a tinta da impressão
e o elo da publicação.

Dedos lançados na ponta
ao alto em propulsão
jato acelerando
pura queima .

Fresta do assunto
espelho do vento
calma espetacular
paciência de aço.

Breves conselhos
marras contínuas
cigarras cantando
formigas em ceia.

Pelas entradas profundas
desvencilhando mágoas
podando tristezas soltas
secas amaguras avulsas.

Encontrando bem em si
nos cantos esquecidos
vontades efervecentes
em dilúvios contidos.

Trafegando rios de possível
por imponente propulsão
desaguado em espasmos.

Soluçar incontrolável
saliva escorrendo
rosto descançado.

Que o engole em ondas
como quebrar os eixos
dos próprios fins raros
submergiu nos prantos.

Enrrolado em panos
atravessado de luz
mantendo o calor
pedindo mais paz.

Do óbito particular
pelas indecisões da alma
em lucidez sabor chama de vela.

Pairando como inseto
no próprio perguntar da noite
em delírio transbordando vontades.

Como a mão pede–Numa cirurgia ASCI1!!11!!!00)!)()))99999)))0)()()
cheio de dúvidas caracterizado em ticks-_-_=__-=_-((()000)()()00()()
xingando as juntas em preces voluntariosas(**()¨¨%¨888*&¨¨¨)()))))-
categorizando camadas menos saborosas das instituições)()()—*(
desestituido de regência nominal. cheque verbalÇÇ~~çÇ)(000oo))

Porque você quiz
logo em frente
dos seus olhos
um inacreditável.

Evento de puro deleite
satisfação transbordada
comestível e cheiroso
prazer involuntário.

Do indefinível ser
do aconteceu enfim
em que maravilha.

Pensou até subir
pediu pra existir
materializou-se.

Idéias em constante formigamento
movimentando o fundo da mente
nuca quente de intrigas e conexões
apoio guiado de alças e suportes.

Raspagem seca de momentos
escolhas químicas desconcertantes
boa relação seguro-desemprego
pelo fim do impossível social.

Desatado de ligações perigosas
em pleno funcionamento breve
coma quem oscila na base.

Configurando em estatística
modelando o acaso pessoal
numa febre de vamos ver.

Entrem e sentem
tomem seus lugares
nos pontos cômodos
relaxem respirem.

Uma onda de novidade
ligação proposta
eu sei você também sentiu;

Uma conexão de clicks
hits por turbilhões
caminhos encontrados.

Aceita esse poema
como um beijo na testa
um afago na consciência
empurrãozinho no ego.

Enquanto caía pelo ar
sentenças eram promovidas
transitavam em tempo verbal
se esticava em flutuação.

Cacos de imagens remotas
colagens de abstração
involuntários espasmos
atravessando a queda.

A conclusão seria triunfal
com louros e morenas
geladas e salgados.

Cheia de sonoridades
repleta de brilhos
odores exóticos.

Um acesso franco
medido em ângulo
a curvatura dos pelos
formando a sobrancelha.

O porteiro da alma
a faxina do templo
perfume da idéia
gosto da época.

Identidades possíveis
rostos delicados
deformações férteis.

Glacê de poesia
molho de estética
bife de alcatra.

Encima um verso
posto de idéia
seguido de vento
escrevo som.

Faço arte
de fato
de tato
de marte.

Qualquer coisa
bem escolhida
com propósito
de ser nada
em essência.

Nada que possa
valer tudo
de fato.

Como um rato
que rasteja
num rastro
mergulha no ralo.

Dê uma olhadinha
provocante amostra
um rabo de saia
uma arraia acesa.

Arrasta uma asa
mira de canto
assalta de boca
entra de cano.

Por baixo dos panos
um delírio viril
um pedaço de rua.

Vontades escusas
manchas escuras
tecidos mornos.

Coisas de se falar
sonoras possibilidades
manobras de língua
acordes de boca.

Dança dos sentidos
coreografia do senso
música das letras
poesia das cores.

Forma, figura e prazer
contexto sem convicção
economia das vontades.

Tessitura da intenção
repetição do artefato
rédea tensa do fonema.

Catástrofe

estrofe

troféu.

Atrofiando desafiado
Trôpego desavisado.

Para escutar e pronto
ler e duvidar
causar pânico
censurar

Pra não se dar
ao luxo
não ter problema

Arte de verão
de situação
de som

Arte ácida
básica
feia

Arte ficial
Arte manha
Arte rial

Arte sinha
Arte sonho
Arte são

Arte dura
Arte mole
Arte minha

Explodindo como acne
numa maré de hormônios
descarrilhado em pilhas
soterrado em versos.

Numa aventura pubiana
erupções corrompidas
fricção tensiva
coçando.

Jogado à sorte
e aos cremes
possibilidades químicas.

Tropeçando em rótulos
arremeçado aos corvos
roendo as unhas.