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Cai bem em cima
quebrando o pau
desajeitando um
escreve pra dois.
Entrega de manchete
estanca o machado
se converte.
Absorvendo as meias
esfrega os contentes
desfiando as malhas
de fios correntes.
Urubu remetendo dor
duas penas em queda
dura quebra.
Um festival de jazz
perdido por segundos
entre uma masmorra
e um quartel de pregos.
Numa caminhada febril
sinônimos descontrolados
contemplando adjetivos
criando casos a torto.
Num escondidinho
uma beterraba crua
por um pepino malcriado.
Numa hortaliça
desejos de repolho
em uma gemada maliciosa.
Olho no espelho digital
sendo reflexo defasado
em sensos interlaçados
gotejando frente à tela.
Atualizando vontades
em configurada sede
pelos que ainda não
mesmo em tempos de sim.
Dúvidas em retornos cartesianos
definições perambulam o inssosso
relatado em ramificadas estatísticas.
Os escombros em visualização tridimensional
escândalos por categoria de prejuizo social
copiando atestados de óbito ocasional.
Dedos lançados na ponta
ao alto em propulsão
jato acelerando
pura queima .
Fresta do assunto
espelho do vento
calma espetacular
paciência de aço.
Breves conselhos
marras contínuas
cigarras cantando
formigas em ceia.
Eclético estarrecedor
artérias aniquiladas
ultimato urticário
obtuso oculto.
Compactuando com o disco
descontando os cacos
disciplinado cabelo
confundindo dizeres.
Fugindo pelo golfo
gozando a foda
golfinhos fungando
Hipnotizando a foca
focando o hipopótamo
Impermeabilizando.
Em flamejantes texturas
encargos de preservação
brotando no sólido frio
resquícios de contexto.
Dentre cordas flutuando
os acordes dissonantes
convenções apocalípticas
encontros descabidos.
Um arremate de contrato
pelo couro das fivelas
caindo em subversão.
Como que facilitando
travado em pensamento
pela defenestração.
Num esquemático explosivo
paralelamente escurecido
de tensões abrasivas
pregando as abas.
Por cima de uma cerca velha
com cara de esquecimento
rosto senil em poeira.
Desaguando memórias
um besouro hostil
empurrando uma rolha.
Truncado entre viradas de jogo
empobrecido por raspas na pintura
recorrendo pelos canos fumegantes
em mais uma curva de auto-estrada.
Interrompido peço
manuseio calvo
cuidado com isso
peças à fornalha.
Parafernálias mil
Martinália samba
tropicalismo senil
pseudo homem.
Espermosfera grudi
civilização.rar
impregna.
Digitando segredo
nas pontas
pó.
Tropeçou no estrábico
diluiu fútil inebriante
calmamente encantou
misturou-se à quina.
Regurgitou um elogio
assumiu o cadáver
progrediu ediondo
teceu a máquina.
Tremeu saturado
exposto em refluxo
deixou o fuxico.
Pintou as marcas
assinou o vento
caiu da coluna.
Estrupiando os dentes
desembocando rio
fagulhas de caldo
esfolando o gole.
Na briga do pano
lugar ausente só
esparramado cru
de estupenda queda.
Tentáculos úmidos
troca de persona
rito cáustico.
Pedidos de socorro
ternura exemplar
céu arranhado.
Retardado pela fobia
caminha sedento
se entope de farelos
assobia sinfonias.
Rasga um pano
descobre um delito
breve desamparo
carregado ao leito.
Numa estremecida
desatou a consciência
flutuou pelo cordão.
Acordou em si
não se movia
olhou para o teto.
Abismado catando fungos
rosnando para bisnagas
de velhos trapos negros
balbuciando buchadas.
No solene devir azul
em paz transcendente
empatado em termos
no decorrer senil.
Voraz patada felina
uma ardência de pêlos
o arrepiar das costelas.
Esquecida sensação limite
fuga pelos flanco
tipóia.
Estou te filmando em digital
e botando na rede pra geral
acerta a mão e faz direitinho
que eu tô de olho bem atento.
Tira a mão dessa buzina
alivia a pata no pedal
toma jeito vá devagar
aproveite divagando.
Cada passo gesto
centímetro casual
cantinho esquecido
recôncavo deserto.
Como uma traíra
debatendo no seco
desaguando seu fim
Engasgando em ar fresco
vísceras em arabesco
aspirando pó de marfim
Desengastalhando o destino
degringolando as engrenações
defasando o ego
Grãos ao sabor do vento
comprometendo o duto
engarrafado geral sina
leve dilatação da prega
Um osvaldo na contra-mão
um badejo no contra-pé
uma sereia de roupão
uma diarréia na maré
Tonico tentou a tônica
Manuel manejou a malha
Cibele sibilou no sino
Dunga danou-se duro
Três sobre a sensação
uma de contenção
duas de recado
Mais ainda quando não pensa
A antena é vara
O cabo é linha
A luz o anzol
A isca é som
A pesca é você
O gancho publicitário é quem pesca
e vende você no programa da tv
Walkyria anda com seu walkman
procura seu homem
escuta men at work
Onofre bebe johnnie walker
Agora é mp3
quem é o homem da vez?
Em Augusto dos Anjos
pelos Alcoólotras Anônimos
de um dos Escritores Autônomos
Inspiração aguda subcutânea
Traumatismos, queimaduras e corrosões
Síndrome vertiginosa do ouvido interno
Transtornos dos nervos com raízes na cerne
Distúrbios do sono com atrofia cerebral circunscrita
Degeneração do sistema nervoso, básica
Apatia por anemia e vulcanização dos estados
Marasmo nutricional emocional
Quedas capilares
Por júpiter, leia meus pensamentos
minha mágica tela em plasma
atirando pensamentos fatais
interpretando perigoso
Olha só esse desejar silencioso
a substância do querer
veja aí o poema
A quem interessar
vai ser descaso
quem puder
aceite.
Correu adjetivado
nomes lhe davam altitude
pairava galo
engolia a crista
Impulsionava em cabeças antigas
esqueletos em pó lhe caçoavam
mantinha a língua acesa
salivava poças
Ia rolando estrofes abaixo
perturbando nas encostas das linhas
enrroscava nas diferenças
saltava nas sobras
Travou em uma pontuação
indagou…

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