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Na totalidade do discurso
do real tonificado em série
diluimos constantemente
em geléia desse movimento.
Que é o aglomerar do pulso
dançando em sintonia fina
espelhando o peito mundo.
E o resto do segredo assim
é o quanto do acaso sonoro
do movimento acuado reto.
A convulsão dos conflitos
irredutível do ego roubado
o calabouço da razão dupla
repetindo a disparidade comum.
Sim, não era pra menos
pois que assim nada é
e mudou as gaiolas de
jaulas indecisas por tal.
Frenética sensação no
ouvido polindo festim
descarregou temerosa
observando a breve.
Resposta magnética
soma de pregos por
uma queda de machado.
Respirou ar gelado
num suspiro trivial
reacendendo os olhos.
Retificado pelos cantos
transbordou sentido
em profundas retinas
condensando descaso.
Se mumificou bandido
numa destilação cruel
duvidando das medidas
perdeu-se pela memória.
Somando dividendos
prorrogando promessas
despediu-se magoado.
Fragmentos ferrugem
de encabeçar feiura
na sede do retorno.
Desce bem com sopa
uma ervilha entalando
num sopapo de mochila
desmascarando o patife.
No espírito da velha escola
anotações secretas de fasão
no barão do tijolo estúpido
reluzente raposa no brasão.
Caminhando pela prancha
refugiado em pentagramas
na sabedoria do ser alheio.
Pela escócia das malvinas
a pessoa do sentinela cego
senti em mim algo belo.
Mundo desnuda-se
em termos adesivos
corriqueiro corrosivo
no embriagado tempo.
Desleal do sentido
que comete rasgos
atraz das sombras
e da cortina barroca.
Uma prévia infeliz
um calabouço de
letras impressas.
Uma sentença
descabelando
em louros.
Ps. Voando entropia.
Da lufada instantânea
um sopro atingindo
em vias de duvidar
pois incrementa.
Num sambalanço
caráter monumental
pedindo a seiva bruta
com limão e gás no gelo.
Coquetel à sossego
queimando mucos
de retirada breve.
Desestruturando
como em invadir
pelos canais bons.
Num salto quântico
tecendo conexôes
em voraz subida
pelos ecos do mundo.
Pedindo paixão assim
tecendo vontades idas
no futuro tangido pois
que acendeu a chama.
Desconversou os sentidos
convencendo algarismos
que inssistem teimosos.
No pleno vapor sendo
resquício de surto
expondo cacos.
Numa pedra a esmo
escutando Caetano
mãos como queixo
de cotovelos em si.
Sob o sol espiralado
um redemoinho em
dúvida existencial
do tipo quebrado.
Dentes rangendo
secos golpes
vista cansada.
Cascos batendo
zunido agudo
uma idéia.
De ternura acimentada
na rispidez do cão
por uma pernada
de morto-vivo.
Agarrado de semelhanças
encrespando os respaldos
na barriga do ronaldo
uma urtiga de pelicano.
Com três mais-ou-menos
algo que não se quer saber
por aí vai e as vezes não.
De barba mal feita
esperando o cactus
na fileira barroca.
De suvaco preferido
retorcido metal puro
odores estremecedores
de colônias sadias.
Em pentelhos armados
guerra de caranguejeira
tranças ensebadas
poeira de face.
Insetos polidos
ácaros de olho
tubos de encerar.
Fogo de fluido
chama fagulha
ressentimento.
O parágrafo arrepia
olhos escancarados
temporariamente
sou verbalizado.
Nomes afugentados
percorrem a espinha
geladas pontuações
sistematizando forma.
Numa liberdade
assistida de longe
por retinas rígidas.
Na febre da jaula
o teor do metal
do encadeamento.
Num corte seco
abrindo aspas
por entragens
enfim de si.
No arbusto
crescido só
força de galho
pra estilingue.
A goiabeira rala
a cerca e arame
o canivete cego.
A lembrança
os arbustos
a fazenda.
Dentro da cabeça
um redemoinho
contorce os ditos
encaminhando-se.
Picotadas colagens
em tropeços comuns
desestruturados assim
num coma de indução.
Desvencilhando do ego
um ambiente incontível
num espelhar interno.
Trafegando nas rédeas
do distorcer recíproco
sem sair de si.
O murro acerta o queixo
num desleixo ressabiado
acalantando as narinas
um vapor sombrio vem.
Descabelando o salário
um sabido percorre pó
descalço pelo marchar
num assobio de calda.
Num fundo da nuca
uma poltrona tece
calmo de saber.
Numa pocilga
em beira de si
cultuando bem.
Mas poucos lêem
podia ser zero
menos entendem
e por que não
pois é
sendo assim
então tá
não disse
que?
q?
Como um embolso perfumado
num caqui de jacinto ferido
peço desculpas em demasiado
quero um chocolate torrado.
Para trocas sem cupom
suponho um de contra-mão
por um bemol mais sustenido
um afago de perfuração.
Uma jazida no meu peito
invade meu pumão
de perto sinto medo
um frio no coração
Um jazzinho soa no fundo
uma porta de alçapão
metade de berro
esquisito porão.
Bem no meio de uma farça
um estrago entusiasmadorompido de ações puristas
comunicando três misérias.
O estrago toma forma de afago
roçando calor na nuca sensível
desafia a orelha em palavrinhas
silenciosamente o estrago foge.
Em condição de matéria o ato
percorre em saber atemporal
partículas de vontade beiram.
Num estrado de madeira a saudade
relegada a uma porção de velhinhos
eles jogam para advinhar belezas.
Olho no espelho digital
sendo reflexo defasado
em sensos interlaçados
gotejando frente à tela.
Atualizando vontades
em configurada sede
pelos que ainda não
mesmo em tempos de sim.
Dúvidas em retornos cartesianos
definições perambulam o inssosso
relatado em ramificadas estatísticas.
Os escombros em visualização tridimensional
escândalos por categoria de prejuizo social
copiando atestados de óbito ocasional.
Com conceitos evolutivos
racionalizando em gramas
de estímulos em repetição
atravessando por manter.
Em flutuações contidas
agregado de altos atos
em contagem regressa
sustentando pelo fio.
Contextos casuais
ofegando em vapor
por caminhos crus.
Sensorial abatido
de difícil acesso
um tapa na cara.
Abram malhas e colarinhos
mais um deus do pano a caminho
concorrendo entre as linhas
outra agulha na trama
A mais nova estética de ponta
afiada a termo por ferro e fogo
no meio do sabugo em insecto
sentenciando o escarro fungui
abalada sensação de transtorno
décadas de débito em retorno
a palavra do próximo catálogo
o fio do intrépido verão

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