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A coisa girando a toda

todo no agora que gira

é a imagem pela coisa

que roda a toda agora.

 

Rodando em volta

a toda velocidade

espaço encadeando

a própria ilocalidade.

 

Pelo arremesso

da função

com a queda

sem correção.

 

Pela espinha

através do choque

na experiência

do sensor.

 

Sem censura.

Berrando em sete línguas
flutuando seu próprio caos
submergindo em despedaços
que me tenham os dizeres.

Embrenhado em intemperança
caducou terreno improdutivo
na margem da miséria líquida
soterrou em atitudes viscerais.

Desgovernado em óbvio
do real que escapa
e consome pra onde?

Pelos adjetivos seus
mais intransigentes
que a passagem livre
como a bola que pinga.

Nos distúrbios internos
pagando bermudas sim
acarretou selvagem em
bélicos refrigerantes zero.

O correu assim nu pela madrugada
fingindo um macaco de floresta
ou leão narciso.

Numa incontinência verbal
se desmoronou descabido
esparramado em troços de chão
onde conheceu a então, matadora.

Nunca duvidou de exclamações
mas das vírgulas não tinha medo
nem um só ponto de dúvida
que evocasse interrogações.

Porém numa análise gramatical
se escondeu por uma sentença
que lhe arrancou a semântica
interferindo então a vírgula.

Num golpe de ciúmes
arrancando-lhe as vogais
o deixou ao chão estribuchando
revelado só em consoantes…

Cumé qui era memo?
penso cum seus óio
incima du bananal
vendu as foia caida.

Era du baum memo
penso em guardar
no borso pra num
perde di jeitu ninhum.

Coisa boa assim
é difiçu dincontra
nun é qualqué hora.

Mió memo é oiá
bem direitinhu
pra num perde as memória.

Um festival de jazz
perdido por segundos
entre uma masmorra
e um quartel de pregos.

Numa caminhada febril
sinônimos descontrolados
contemplando adjetivos
criando casos a torto.

Num escondidinho
uma beterraba crua
por um pepino malcriado.

Numa hortaliça
desejos de repolho
em uma gemada maliciosa.

Como pede passagem
desce do tamanco
em tropeços cavalares
de ameba invisível.

Numa trepidante
ladeira de jumento
as patas e cascos
nos paralelepípedos.

Bode cumé
sai de salsicha
corre bilú.

Fuinha fucinho
tome tamanduá
senta senhora.

Tomando banho de poça
catequizando os olhares
saltos místicos em ritmo
de cadência inquisitiva.

No azedo do encadear
em espreita sensorial
paciência fluvial leve
nos confeitos do sim.

Úmida atividade
reativa biótica
impregnadamente.

Redomas em formação
recanto de conserva
pelo fim da ação.

Num caminho de sedas
singindo em pormenores
no elevar extasiado véu
pelugem acariciando.

Embevecido de torpor
no regimento contido
seivas subliminares
pelos canais fluindo.

Transitando vêemente
duvidando os choques
em contatos voadores.

Em fiel intimação
de deveres carnais
uma sede ao pote.

Por não mais haver
um foi sendo breve
descontinuado só
carne esquecida.

Quebrado lâmina
em raspa feroz
ardendo chamas
sem dó só dor.

Com calma de mosaico
em paciência de riacho
realinhando os tecidos.

As costas desajustadas
sublimando em cores
por um novo dedão.

Tipo um desfim nivelado
num propósito descabido
assobiando margens soltas
em raiva pulsante distorcida.

Alarmante reverberar transiente
espatifado calcanhar e juntas
pelo esmagar das amídalas
e o romper dos tímpanos.

Na sede do porventura
estrupiar escaldado
consumido relez.

No poder da tríade
do maior espancado
menor diminuído.

Letras formando palavras
convertidas em sons
movimentos da boca
língua lambendo as letras.

Os sons ouvidos como palavras
convertidas em letras
possíveis sons.

Os sons falando as palavras
sem as letras com as línguas
a orelha amaciando o som.

O ouvido internalizando
as sonoridades que são
como as palavras que soam.

Palavra som.

O murro acerta o queixo
num desleixo ressabiado
acalantando as narinas
um vapor sombrio vem.

Descabelando o salário
um sabido percorre pó
descalço pelo marchar
num assobio de calda.

Num fundo da nuca
uma poltrona tece
calmo de saber.

Numa pocilga
em beira de si
cultuando bem.

Por uma avelã e um nó na goela
de uma sarjeta imprestável
na sombra de um amanhã
dobrando as vias estreitas.

Um estúpido chacoalhar
penas flutuando à luz
uma regra avançada
um sinal ignorado.

O transitar caótico
incluído em dissertações
de diletantismos cruéis
por cloreto de sódio.

Um 3×4 amarelado.

Como um cargo intensional
uma função subjuntiva
um verbo opressivo
uma conjunção aural.

Como tudo com cebola
como a perna do quiabo
a saliva do desquitado
a pá no pé da cova.

Como o álibe do sermão
lagrimas derrama o chão
e rachaduras no colchão.

Pelos saberes de papel
que a tinta da impressão
e o elo da publicação.

Enquanto caía pelo ar
sentenças eram promovidas
transitavam em tempo verbal
se esticava em flutuação.

Cacos de imagens remotas
colagens de abstração
involuntários espasmos
atravessando a queda.

A conclusão seria triunfal
com louros e morenas
geladas e salgados.

Cheia de sonoridades
repleta de brilhos
odores exóticos.

Em flamejantes texturas
encargos de preservação
brotando no sólido frio
resquícios de contexto.

Dentre cordas flutuando
os acordes dissonantes
convenções apocalípticas
encontros descabidos.

Um arremate de contrato
pelo couro das fivelas
caindo em subversão.

Como que facilitando
travado em pensamento
pela defenestração.