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O som são curvas, sobrepostas
em constante movimento
tessitura é o desenho obtido
a pulsação dá o sentido no tempo
São pulos e choques
Velozes e lentos
Harmônicos encaixam
agudos nos graves
Os temas se repetem
se contorcem
dissipam
As cores interagem
se misturam
quebram
Emblema
encaminha tom
sonora e branda
constituição
acarinha as idéias
tomadas curtas
bandas leves
sem muito retoque
pegada mansa
som junto
resolve
Mais dó mesmo
muito ré
bom pra tu
cabeça minha
sobre ponto
segue fluxo
mente mesmo
bloco sestina
rede peixeira
faca cega
Agudo de bruma
Centésimos
Epicentros
Decimais
Concentrando
Até quebrar
Concorda
de amarra
Quebranto
Apolo é o maestro. Calíope, da o tom, Aede soa, acompanha de Orfeu no violão e Anfiâo na Lira elétrica, Tot solta os samples étnicos. Calíope improvisa sobre os Titãs até chegar no fundo do quintal Olympo. Lá quem comanda é Brahma. Na porta Pitágoras recolhe e contabiliza o couver, enquanto estuda seu monocórdio, Lin Len acompanha com atenção. Sereno no Tan Tan, Donga trava com Baiano, Chiquinha no piano e Django no violão. Acho que era assim…
Bum tum
cum tintum
Macum
parapa katim
tss tss
Hoje vem comigo vamu nessa
noite cheia de promessa
caldo grosso de panela
cozinha comendo dois
um dois
tecotecoteleco
pitibum cadum

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