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Uma espontânea
de nós gastos
na torcida rouca
emendando-se.

Fugiu como
paradígma
retorcendo
os lábios.

Esqueceu da chuva
a umidade relativa
se encabeçou d’água.

Deu um jeito
assobiou um si
e pediu uma pausa.

Num caminho de sedas
singindo em pormenores
no elevar extasiado véu
pelugem acariciando.

Embevecido de torpor
no regimento contido
seivas subliminares
pelos canais fluindo.

Transitando vêemente
duvidando os choques
em contatos voadores.

Em fiel intimação
de deveres carnais
uma sede ao pote.

O murro acerta o queixo
num desleixo ressabiado
acalantando as narinas
um vapor sombrio vem.

Descabelando o salário
um sabido percorre pó
descalço pelo marchar
num assobio de calda.

Num fundo da nuca
uma poltrona tece
calmo de saber.

Numa pocilga
em beira de si
cultuando bem.

Como um cargo intensional
uma função subjuntiva
um verbo opressivo
uma conjunção aural.

Como tudo com cebola
como a perna do quiabo
a saliva do desquitado
a pá no pé da cova.

Como o álibe do sermão
lagrimas derrama o chão
e rachaduras no colchão.

Pelos saberes de papel
que a tinta da impressão
e o elo da publicação.

Pelas entradas profundas
desvencilhando mágoas
podando tristezas soltas
secas amaguras avulsas.

Encontrando bem em si
nos cantos esquecidos
vontades efervecentes
em dilúvios contidos.

Trafegando rios de possível
por imponente propulsão
desaguado em espasmos.

Soluçar incontrolável
saliva escorrendo
rosto descançado.

Que o engole em ondas
como quebrar os eixos
dos próprios fins raros
submergiu nos prantos.

Enrrolado em panos
atravessado de luz
mantendo o calor
pedindo mais paz.

Do óbito particular
pelas indecisões da alma
em lucidez sabor chama de vela.

Pairando como inseto
no próprio perguntar da noite
em delírio transbordando vontades.

Porque você quiz
logo em frente
dos seus olhos
um inacreditável.

Evento de puro deleite
satisfação transbordada
comestível e cheiroso
prazer involuntário.

Do indefinível ser
do aconteceu enfim
em que maravilha.

Pensou até subir
pediu pra existir
materializou-se.

Idéias em constante formigamento
movimentando o fundo da mente
nuca quente de intrigas e conexões
apoio guiado de alças e suportes.

Raspagem seca de momentos
escolhas químicas desconcertantes
boa relação seguro-desemprego
pelo fim do impossível social.

Desatado de ligações perigosas
em pleno funcionamento breve
coma quem oscila na base.

Configurando em estatística
modelando o acaso pessoal
numa febre de vamos ver.

Enquanto caía pelo ar
sentenças eram promovidas
transitavam em tempo verbal
se esticava em flutuação.

Cacos de imagens remotas
colagens de abstração
involuntários espasmos
atravessando a queda.

A conclusão seria triunfal
com louros e morenas
geladas e salgados.

Cheia de sonoridades
repleta de brilhos
odores exóticos.

Coisas de se falar
sonoras possibilidades
manobras de língua
acordes de boca.

Dança dos sentidos
coreografia do senso
música das letras
poesia das cores.

Forma, figura e prazer
contexto sem convicção
economia das vontades.

Tessitura da intenção
repetição do artefato
rédea tensa do fonema.

Explodindo como acne
numa maré de hormônios
descarrilhado em pilhas
soterrado em versos.

Numa aventura pubiana
erupções corrompidas
fricção tensiva
coçando.

Jogado à sorte
e aos cremes
possibilidades químicas.

Tropeçando em rótulos
arremeçado aos corvos
roendo as unhas.

Eclético estarrecedor
artérias aniquiladas
ultimato urticário
obtuso oculto.

Compactuando com o disco
descontando os cacos
disciplinado cabelo
confundindo dizeres.

Fugindo pelo golfo
gozando a foda
golfinhos fungando

Hipnotizando a foca
focando o hipopótamo
Impermeabilizando.

Trocados dobrando as cifras
borrando subtrações mínimas
tipo resto de gastos decimais
minguando pelos destroçados.

Carma de atenuação azul
pelugem arriada de verbos
numa concentração de cantos
pelo caminhar da direção hidráulica. 

Terminal de causas perdidas
registro de trequinhos vis
tracejado cômico restrito.

Pedi um tempo pra dormir
sonhei com um flamingo
acordei desavisado e calmo. 

Em tecidos de ida
assobiando volta
rendimentos íntimos
amarrado em prismas.

Cápsulas transparentes
transitando descoberto
fagulhas de ressentimento
estalo de reflexão. 

Num emaranhado sem pontas
respostas brancas de delírio
Cruzados pelas vitórias.

Por uma entrega capital
sentenças de abandono
máscaras ao céu. 

Do coz à calça

coçando muito
partindo ao alto
em patinete azul.

Numa sentença
casual salgada
trepidando chão
derrubando caos.

Destroçadas faces
vidas em escombros
pernas aos braços.

Intuição global
febre coletiva
queda de queixo.

Súbito esvoaçar das narinas
pelo pescoço em caldo frio
escorre cativando as juntas
ocupando o domínio sádico.

Opulenta sensação envelhecida
de um escárnio em disparada
pelas planícies do indissolúvel
na risada sarcástica do mendigo.

Breve estender das fadigas
caminhar ralentado ao abismo
destino comum do fluxo.

Chicletes de banana maçã
sopa de casca de verdura
tédio encravado na unha.

Nos conformes breves
de seda tangendo
quebro um paradigma
de corrente em estima.

Desconcertando meus cacos
peço licença ao descabido
de um passado veloz
na transparência da carne.

Migalhas ao vento
em pequenos barulhos
ruídos de patas.

Caminhos estreitos
desvirtuando passagens
um trem de líquido.

Num cemitério de pontas
uma lâmina escoada
o sumo da sobra
da verve galopante.

Num arrumadinho
um arranjo de queima
a proeza da técnica
uma volta ao passado.

Pelas acesas cinzas
uma queda ao fogo
de trombone morno.

Numa chaminé uivante
persuadindo as telhas
curvando as sobrancelhas.

Dum nó da garganta
descendo a vapor
trepidante arrojo
com quê de chuva.

Num simplório eco
vozes do passado
estreita solidão
da jaula doce.

Por uma via
dois passantes
um caiu.

Pela calçada
dois poemas
um rachou.

Hoje a noite pega um avião
desmonta os eixos sem problema
lança almas ao mar nevado
descarrillhando destinos.

Numa queda de braço
a lua tormenta a maré
a praia recolhe os troços
banalizando os peixes.

Seco o corpo em repouso
quebradas garrafas afiadas
mensagens sem sentido.

Orgulho das membranas
dos ventos polares
medo da chuva.

Desafiando as proezas
descabido ao relento
de peito aberto.