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O parágrafo arrepia
olhos escancarados
temporariamente
sou verbalizado.

Nomes afugentados
percorrem a espinha
geladas pontuações
sistematizando forma.

Numa liberdade
assistida de longe
por retinas rígidas.

Na febre da jaula
o teor do metal
do encadeamento.

Tomando banho de poça
catequizando os olhares
saltos místicos em ritmo
de cadência inquisitiva.

No azedo do encadear
em espreita sensorial
paciência fluvial leve
nos confeitos do sim.

Úmida atividade
reativa biótica
impregnadamente.

Redomas em formação
recanto de conserva
pelo fim da ação.

Num caminho de sedas
singindo em pormenores
no elevar extasiado véu
pelugem acariciando.

Embevecido de torpor
no regimento contido
seivas subliminares
pelos canais fluindo.

Transitando vêemente
duvidando os choques
em contatos voadores.

Em fiel intimação
de deveres carnais
uma sede ao pote.

Para escutar e pronto
ler e duvidar
causar pânico
censurar

Pra não se dar
ao luxo
não ter problema

Arte de verão
de situação
de som

Arte ácida
básica
feia

Arte ficial
Arte manha
Arte rial

Arte sinha
Arte sonho
Arte são

Arte dura
Arte mole
Arte minha