Escuta minhas olheiras
essa chuva de calabouço
num cospe farelo infernal
eu digo grito grito por mim.

Essas palavras espumando
na boca travada em ácido
língua sarnenta a latejar
quero por poder dar.

Sai da minha sombra
essa fumaça levanta
dos destroços rudes.

A névoa da memória
do livro deslido
da carne.

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