Existem muitas possibilidades de definição de música, mas ainda assim é difícil enjaular a questão em uma definição simples, as perspectivas sobre o assunto podem variar imensamente, podendo ser técnicas, artísticas ou sociais e por aí vai; música do intrumentista, música do compositor, música de canção, música de cantor, música poética, música racional, rítmica, das alturas ou das esferas. Sem dúvida a melhor referência que tive sobre a teoria foi Miguel Wisnick, em Som e o Sentido, pela pluralidade de perspectivas justamente, ele fala das músicas, e não da música. Ainda sim quando pego um instrumento e começo a fazer música, tudo acontece e é sempre um experiência nova, tocar uma peça ensaiada, improvisar, compor, batucar; são muitos caminhos, todos muito diferentes, para cada rota musical existe uma enorme gama de ferramentas que podem ser utilizadas: a escrita, o metrônomo, a gravação, o sintetizador, são muitas formas de se abordar o som. Como artista agente quer se expressar, possivelmente de novas maneiras, então me pergunto se a melhor maneira de chegar a essa nova forma de expressar seria através da teoria clássica da música, se esse caminho enrriquece a consciência músical, ou se ele a molda de forma que os novos caminhos da expressão fiquem menos óbvios enquanto os caminhos já percorridos brilham em neon?